Background Check: O Guia Definitivo de Verificação de Antecedentes no Brasil [2026]

Bruno Fraga13 min de leitura
Background Check: O Guia Definitivo de Verificação de Antecedentes no Brasil [2026]

Uma única contratação errada pode custar milhões. Um fornecedor fraudulento pode comprometer toda a operação. Um sócio com histórico oculto pode destruir anos de trabalho.

O background check — ou verificação de antecedentes — é a primeira linha de defesa contra esses riscos. E no Brasil de 2026, com fraudes corporativas em alta e a LGPD em pleno vigor, saber fazer essa verificação corretamente não é apenas prudente. É essencial.

Segundo pesquisa da Grant Thornton, 63% das empresas brasileiras sofreram algum tipo de fraude nos últimos 12 meses. Mais revelador ainda: dados do Relatório de Investigações de Violação de Dados da Verizon indicam que 34% das fraudes em pequenas e médias empresas envolvem diretamente colaboradores internos.

Neste guia, você vai descobrir exatamente o que é background check, os 8 tipos essenciais de verificação, o que a lei brasileira permite (e proíbe), e como implementar um processo robusto na sua empresa — sem violar a LGPD nem deixar passar red flags críticas.


O que é Background Check?

Background check é o processo sistemático de verificação de antecedentes de uma pessoa ou empresa antes de estabelecer uma relação comercial, trabalhista ou societária.

Na prática, significa investigar se as informações apresentadas são verdadeiras e se existem riscos ocultos que podem comprometer a decisão de negócio.

Definição e origem do termo

O termo vem do inglês e significa literalmente "verificação de histórico" ou "checagem de antecedentes". Nos Estados Unidos, onde a prática é mais consolidada, empresas como a Sterling e HireRight movimentam um mercado de bilhões de dólares anuais em verificações pré-contratação.

No Brasil, o background check ganhou força nos últimos anos impulsionado por três fatores:

  1. Aumento de fraudes corporativas — especialmente após a pandemia, quando controles presenciais foram relaxados
  2. Profissionalização de RH e compliance — empresas adotando práticas internacionais
  3. Legislação mais clara — a LGPD trouxe regras específicas sobre tratamento de dados pessoais

Background check no Brasil vs. EUA

Enquanto nos Estados Unidos é comum (e legal) acessar registros criminais completos, histórico de crédito detalhado e até resultados de testes de drogas, no Brasil existem limitações importantes.

A principal diferença está na proteção constitucional contra discriminação e nas restrições da LGPD ao tratamento de dados sensíveis. Isso não significa que background check seja proibido no Brasil — significa que deve ser feito com critério e fundamentação legal.

Aspecto EUA Brasil
Antecedentes criminais Acesso amplo Restrito a funções específicas
Histórico de crédito Rotina em contratações Permitido apenas para cargos com acesso financeiro
Teste de drogas Comum Restrito a funções de risco
Consentimento Obrigatório Nem sempre necessário (Art. 7 LGPD)
Dados de redes sociais Amplamente utilizado Controverso, requer cautela

Sim, background check é legal no Brasil. Mas existem regras claras que precisam ser seguidas para evitar ações trabalhistas, multas da ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados) e danos reputacionais.

LGPD e verificação de antecedentes

A Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018) estabelece as regras para tratamento de dados pessoais no Brasil. O artigo 7º define as hipóteses que autorizam esse tratamento.

Para background check em contexto de contratação, duas bases legais são relevantes:

Inciso V — Execução de contrato: Quando a verificação é necessária para a celebração ou execução de um contrato de trabalho, não é obrigatório o consentimento do candidato. A empresa pode consultar bases de dados públicas e verificar informações declaradas.

Inciso IX — Legítimo interesse: Quando a empresa tem interesse legítimo em proteger seu patrimônio, reputação ou segurança, desde que respeite os direitos do titular e não use os dados para fins discriminatórios.

O que isso significa na prática? Você pode fazer background check de candidatos sem pedir consentimento formal, desde que:

  • A verificação tenha relação direta com a função
  • Os dados consultados sejam adequados e proporcionais
  • O candidato seja informado sobre quais verificações serão realizadas
  • Os dados não sejam usados para discriminação

Súmula 443 do TST e antecedentes criminais

O ponto mais sensível do background check no Brasil envolve antecedentes criminais. O Tribunal Superior do Trabalho tem jurisprudência consolidada sobre o tema.

A regra geral: exigir certidão de antecedentes criminais como requisito para contratação é discriminatório e pode gerar condenação por dano moral.

Porém, existem exceções claras reconhecidas pela Justiça do Trabalho:

  • Vigilantes e seguranças — exigência prevista na Lei 7.102/83
  • Empregados domésticos — admitido pela Lei Complementar 150/2015
  • Cuidadores de crianças, idosos e pessoas vulneráveis
  • Cargos com acesso a informações estratégicas ou valores
  • Funções com alto grau de confiança (caixas, tesoureiros, gestores financeiros)
  • Motoristas de transporte de cargas ou passageiros

A 7ª Turma do TST tem mantido o entendimento de que, quando a natureza da função justifica, a exigência é legal. O critério é sempre a pertinência entre a verificação e os riscos inerentes ao cargo.

Consentimento e transparência

Mesmo quando o consentimento não é legalmente exigido, a transparência é obrigatória. O artigo 9º da LGPD determina que o titular dos dados deve ter acesso a:

  • Finalidade específica do tratamento
  • Quais dados serão coletados
  • Como os dados serão utilizados
  • Duração do tratamento
  • Identificação do controlador

Boa prática: Inclua no formulário de candidatura ou na política de admissão uma cláusula informativa sobre as verificações realizadas. Isso protege a empresa e demonstra compliance.


8 Tipos de Background Check e Quando Usar Cada Um

Uma verificação de antecedentes eficaz combina diferentes tipos de consulta, dependendo do nível de risco da função. Veja os oito principais tipos e quando cada um é indicado.

1. Verificação de identidade (CPF, RG, CNH)

O básico que toda empresa deveria fazer — mas muitas não fazem.

O que verifica:

  • CPF válido e situação cadastral na Receita Federal
  • Divergências entre nome e documento
  • CNH válida (para funções que exigem direção)
  • Biometria facial (em verificações avançadas)

Quando usar: Em todas as contratações. Fraudes de identidade são mais comuns do que se imagina, especialmente em processos seletivos remotos.

Red flags:

  • CPF com situação cadastral irregular
  • Divergência entre nome no currículo e nome no documento
  • Documentos com indícios de adulteração

2. Verificação criminal (antecedentes)

A mais controversa, mas essencial para funções de risco.

O que verifica:

  • Certidão de antecedentes criminais estadual
  • Certidão negativa de crimes federais
  • Mandados de prisão em aberto
  • Processos criminais em andamento

Quando usar: Apenas quando a função justifica — segurança patrimonial, acesso a valores, contato com vulneráveis, cargos de alta confiança.

Cuidado: Condenações antigas com pena cumprida não podem ser usadas como critério eliminatório (direito ao esquecimento). O que importa é o risco atual e a natureza do crime em relação à função.

3. Verificação trabalhista (histórico profissional)

Confirma se o candidato realmente trabalhou onde diz ter trabalhado.

O que verifica:

  • Vínculo empregatício no eSocial/CNIS
  • Datas de admissão e demissão
  • Cargos ocupados
  • Motivo do desligamento (quando possível)

Quando usar: Em contratações para cargos de média e alta gestão. Mentiras no currículo são surpreendentemente comuns.

Estatística relevante: Pesquisas de mercado indicam que até 30% dos currículos contêm informações infladas ou falsas sobre experiência profissional.

4. Verificação acadêmica (diplomas e certificações)

Diploma de gaveta é mais comum do que parece.

O que verifica:

  • Autenticidade do diploma na instituição de ensino
  • Registro no MEC (para cursos superiores)
  • Certificações profissionais (CRC, OAB, CREA, CRM)
  • Cursos declarados no currículo

Quando usar: Sempre que a função exige formação específica. Especialmente crítico para médicos, advogados, contadores e engenheiros.

Como fazer: Validação direta com a instituição emissora ou consulta a bases oficiais como o cadastro e-MEC.

5. Verificação financeira e de crédito

Revela a saúde financeira e comportamento de pagamento.

O que verifica:

  • Score de crédito
  • Dívidas em aberto
  • Protestos em cartório
  • Cheques devolvidos
  • Inclusão em cadastros de inadimplentes (SPC/Serasa)

Quando usar: Para cargos com acesso a dinheiro, aprovação de crédito ou gestão financeira. Não deve ser usado indiscriminadamente — pode configurar discriminação.

Base legal: A Súmula 572 do STJ estabelece que a simples existência de dívidas não caracteriza mau pagador. Use com parcimônia e sempre relacionando ao risco da função.

6. Verificação fiscal (dívidas com o fisco)

Especialmente relevante para sócios, executivos e prestadores de serviço.

O que verifica:

  • Dívida ativa com a União
  • Pendências estaduais e municipais
  • Certidões negativas de débitos (CND)
  • Restrições cadastrais na Receita Federal

Quando usar: Em processos de due diligence para parcerias, contratação de fornecedores ou admissão de sócios. Para o background check empresarial, essa verificação é obrigatória.

7. Verificação judicial (processos ativos)

Revela se a pessoa é parte em ações judiciais relevantes.

O que verifica:

  • Processos trabalhistas como reclamante ou reclamado
  • Ações cíveis (execuções, cobranças)
  • Processos administrativos
  • Falências e recuperações judiciais (para empresas)

Quando usar: Para cargos executivos, sócios potenciais ou grandes fornecedores. Um histórico extenso de processos trabalhistas como reclamado pode indicar problemas de gestão.

Fontes: Tribunais de Justiça estaduais, Justiça Federal, Justiça do Trabalho. Plataformas como JusBrasil agregam consultas.

8. Verificação reputacional (mídia e redes sociais)

O tipo mais delicado — e cada vez mais relevante.

O que verifica:

  • Menções em mídia (positivas e negativas)
  • Publicações públicas em redes sociais
  • Participação em eventos ou controvérsias públicas
  • Consistência entre persona online e offline

Quando usar: Para cargos de liderança, porta-vozes, funções comerciais ou qualquer posição que exponha a marca da empresa.

Cuidado extremo: Jamais use informações sobre religião, orientação política, orientação sexual, condições de saúde ou outras características protegidas. Isso configura discriminação e viola a LGPD (dados sensíveis, artigo 11).


Background Check para Contratação: Guia para RH

O departamento de Recursos Humanos é a principal linha de defesa contra contratações de risco. Veja como estruturar um processo robusto de verificação.

Antes da contratação: o que verificar

O escopo da verificação deve ser proporcional ao nível de risco do cargo. Uma matriz simples ajuda a definir:

Nível do cargo Verificações recomendadas
Operacional Identidade, trabalhista básica
Administrativo + Acadêmica, judicial cível
Gestão + Financeira, fiscal, reputacional
Executivo Verificação completa (8 tipos)
Áreas sensíveis + Criminal (quando legalmente permitido)

Durante o processo seletivo

A verificação de antecedentes deve ser integrada ao processo seletivo, não ser uma etapa burocrática final.

Melhor momento: Após a aprovação técnica e comportamental, antes da proposta formal. Isso evita desperdício de recursos com candidatos que serão eliminados por outros motivos.

Transparência: Informe o candidato sobre as verificações no início do processo. Candidatos honestos não se incomodam — candidatos com algo a esconder frequentemente desistem sozinhos.

Cargos de confiança e posições sensíveis

Para funções que envolvem:

  • Acesso a segredos comerciais
  • Gestão de recursos financeiros
  • Contato com clientes estratégicos
  • Representação institucional

A verificação deve ser mais profunda e pode incluir:

  • Entrevistas de referência estruturadas (não apenas confirmar datas)
  • Verificação de vínculo societário em outras empresas
  • Checagem de conflitos de interesse
  • Background check do cônjuge (em casos específicos, com consentimento)

Onboarding seguro

O background check não termina na contratação. Boas práticas incluem:

  • Período probatório monitorado — especialmente para cargos com acesso progressivo a sistemas e informações
  • Verificação periódica — para funções de risco, atualizar verificações anualmente
  • Política de compliance clara — o colaborador deve conhecer as regras e consequências

Background Check para Fornecedores e Parceiros

Colaboradores não são os únicos riscos. Fornecedores, parceiros comerciais e prestadores de serviço também podem comprometer sua operação.

Due diligence de terceiros

A verificação de terceiros — conhecida como Third-Party Due Diligence (TPDD) — é obrigatória para empresas que levam compliance a sério.

O que verificar em fornecedores:

  • Regularidade fiscal e trabalhista
  • Processos judiciais relevantes
  • Reputação no mercado (Reclame Aqui, mídia)
  • Vínculos com PEPs (Pessoas Expostas Politicamente)
  • Histórico de cumprimento contratual

Para uma análise completa de empresas, o background check empresarial segue metodologia específica que vai além da verificação de pessoas físicas.

Homologação de fornecedores

Empresas maduras em compliance têm processos estruturados de homologação que incluem:

  1. Coleta de documentos — contrato social, certidões, demonstrações financeiras
  2. Verificação de regularidade — fiscal, trabalhista, ambiental
  3. Análise de risco — financeiro, operacional, reputacional
  4. Visita técnica — quando aplicável
  5. Parecer de compliance — aprovação ou ressalvas

M&A e aquisições

Em processos de fusão e aquisição, o background check dos sócios e executivos da empresa-alvo é tão importante quanto a análise financeira.

Casos reais: Aquisições que pareciam promissoras foram comprometidas quando se descobriu que sócios tinham:

  • Processos criminais por fraude em andamento
  • Dívidas pessoais que geravam risco de penhora de quotas
  • Vínculos anteriores com empresas falidas
  • Histórico de litígios trabalhistas sistemáticos

Como Fazer Background Check: Passo a Passo

Veja um processo estruturado para implementar verificação de antecedentes na sua empresa.

Passo 1: Defina o escopo da verificação

Antes de sair consultando bases de dados, defina:

  • Quais funções serão verificadas? Todas ou apenas as de risco?
  • Qual a profundidade por nível? Use a matriz de risco apresentada anteriormente
  • Quais tipos de verificação? Nem toda função precisa dos 8 tipos
  • Qual o prazo aceitável? Verificações manuais levam dias; automatizadas, minutos

Documente a base legal para cada tipo de verificação:

Verificação Base legal LGPD Observação
Identidade Art. 7º, V Execução de contrato
Trabalhista Art. 7º, V Execução de contrato
Criminal Art. 7º, IX Legítimo interesse (funções específicas)
Financeira Art. 7º, IX Legítimo interesse (funções financeiras)

Passo 3: Informe o candidato

Inclua cláusula informativa no termo de candidatura ou na política de privacidade do processo seletivo. Modelo básico:

"Informamos que, como parte do processo seletivo, realizaremos verificação de antecedentes proporcional à função pretendida, podendo incluir consultas a bases de dados públicas, validação de documentos e confirmação de informações declaradas. O tratamento seguirá as disposições da LGPD."

Passo 4: Consulte as fontes oficiais

Para verificações manuais, as principais fontes são:

  • Receita Federal — situação cadastral CPF/CNPJ
  • Tribunais de Justiça — processos judiciais
  • Juntas Comerciais — vínculos societários
  • Detran — situação CNH
  • Instituições de ensino — validação de diplomas
  • Cartórios de protesto — protestos por inadimplência

Passo 5: Analise e documente

A verificação não termina na consulta. É preciso:

  • Interpretar os resultados — um processo trabalhista de 10 anos atrás tem peso diferente de um atual
  • Contextualizar com a função — uma dívida de R$ 5.000 é relevante para um estagiário? E para um CFO?
  • Documentar o processo — registre o que foi consultado, quando e qual foi a conclusão
  • Guardar por tempo adequado — mínimo 5 anos após o fim da relação

Passo 6: Tome a decisão

Com base nas informações coletadas, decida:

  • Aprovado — seguir para proposta
  • Aprovado com ressalvas — monitoramento adicional no probatório
  • Reprovado — documentar motivo objetivo e relacionado à função
  • Verificação adicional — solicitar esclarecimentos ao candidato

Importante: Se o candidato for reprovado por informações obtidas no background check, ele tem direito de saber. Prepare feedback objetivo e não discriminatório.


Ferramentas e Plataformas de Background Check

O mercado brasileiro tem opções para todos os portes de empresa, desde consultas manuais até plataformas com IA investigativa.

Consultas manuais vs. automatizadas

Aspecto Manual Automatizado
Tempo por verificação 2-5 dias Minutos
Custo por verificação Médio (hora do analista) Baixo (escala)
Risco de erro humano Alto Baixo
Profundidade Depende do analista Padronizada
Rastreabilidade Difícil Total
Escalabilidade Limitada Alta

Para empresas que contratam esporadicamente, verificações manuais podem ser suficientes. Para operações com volume — varejo, contact centers, fábricas — a automação é essencial.

O papel da IA na verificação de antecedentes

Plataformas modernas de background check utilizam inteligência artificial para:

  • Cruzar bases de dados automaticamente, identificando inconsistências
  • Detectar padrões de risco que analistas humanos podem perder
  • Atualizar verificações quando novas informações surgem nas bases
  • Gerar relatórios estruturados com nível de risco

O Sherlocker utiliza IA treinada especificamente para investigação empresarial, combinando dados públicos com análise contextual que vai além da simples consulta a bases.

Critérios para escolher uma plataforma

Ao avaliar soluções de background check, considere:

  1. Cobertura de fontes — quantas e quais bases são consultadas
  2. Tempo de resposta — verificações em tempo real ou processamento em lote
  3. Compliance — adequação à LGPD, certificações, políticas de segurança
  4. Integrações — conexão com ATS, sistemas de RH, workflows existentes
  5. Relatórios — clareza, acionabilidade, personalização
  6. Suporte — atendimento para casos complexos ou contestações

Erros Comuns no Background Check (e Como Evitar)

Mesmo empresas experientes cometem erros na verificação de antecedentes. Veja os mais frequentes e como evitá-los.

Verificação incompleta

O erro: Checar apenas uma ou duas bases e assumir que a pessoa está "limpa".

O risco: Um candidato pode ter CPF regular, mas ter processos criminais em outra comarca, dívidas protestadas em cartório ou diploma falso.

Como evitar: Defina um escopo mínimo por nível de cargo e siga sempre. Automatize para garantir consistência.

Não documentar o processo

O erro: Fazer verificações informais, sem registro do que foi consultado e quando.

O risco: Em caso de ação trabalhista alegando discriminação, a empresa não consegue provar que o processo foi objetivo.

Como evitar: Mantenha logs de todas as consultas, com data, fonte e resultado. Guarde por no mínimo 5 anos.

Ignorar red flags

O erro: Encontrar informações preocupantes e prosseguir com a contratação porque "o candidato parece bom".

O risco: Viés de confirmação. O custo de substituir uma contratação errada é muito maior do que o de reabrir o processo seletivo.

Como evitar: Defina critérios objetivos de aprovação e reprovação antes de iniciar as verificações. Siga o critério, não o feeling.

Descumprir a LGPD

O erro: Coletar mais dados do que o necessário, não informar o candidato, usar informações para fins discriminatórios.

O risco: Multas de até 2% do faturamento (teto de R$ 50 milhões por infração), ações trabalhistas, dano reputacional.

Como evitar: Tenha política documentada de privacidade no processo seletivo. Treine o RH. Use apenas dados proporcionais à função.


FAQ: Perguntas Frequentes sobre Background Check

O que é background check de uma empresa?

Background check de empresa — também chamado de due diligence empresarial — é a verificação de antecedentes de uma pessoa jurídica antes de estabelecer relação comercial. Inclui análise de situação fiscal, processos judiciais, reputação de mercado, estrutura societária e histórico dos sócios. Saiba mais sobre background check empresarial.

Como é feito o background check?

O background check é feito através de consultas a bases de dados públicas (Receita Federal, tribunais, cartórios), validação de documentos apresentados, confirmação de informações declaradas (empregos anteriores, formação) e, quando necessário, investigação de campo. Pode ser realizado manualmente ou através de plataformas automatizadas.

O que significa background check?

Background check é um termo em inglês que significa "verificação de antecedentes" ou "checagem de histórico". Refere-se ao processo de investigar informações passadas de uma pessoa ou empresa antes de tomar decisões como contratação, parceria comercial ou concessão de crédito.

Quando o processo é indicado?

O background check é indicado sempre que existe risco significativo na decisão: contratação de funcionários (especialmente para cargos de confiança), entrada de novos sócios, homologação de fornecedores, concessão de crédito, parcerias comerciais e processos de M&A.

Sim, é legal, desde que siga as regras da LGPD e da legislação trabalhista. A verificação deve ter base legal (execução de contrato ou legítimo interesse), ser proporcional à função, não ser usada para discriminação e respeitar os direitos do titular dos dados. Exigir antecedentes criminais só é permitido para funções específicas.

Quanto tempo demora um background check?

Verificações manuais podem levar de 2 a 5 dias úteis, dependendo da profundidade e das fontes consultadas. Plataformas automatizadas entregam resultados em minutos para verificações básicas e em poucas horas para análises completas.

Quais são os tipos de background check?

Os principais tipos são: (1) verificação de identidade, (2) verificação criminal, (3) verificação trabalhista, (4) verificação acadêmica, (5) verificação financeira/crédito, (6) verificação fiscal, (7) verificação judicial e (8) verificação reputacional. O escopo ideal depende do nível de risco da função ou relação comercial.

Posso fazer background check sem consentimento?

Em contexto de contratação, a LGPD permite verificação sem consentimento formal quando baseada na execução de contrato (Art. 7º, V) ou legítimo interesse (Art. 7º, IX). Porém, a transparência é obrigatória: o candidato deve ser informado sobre quais verificações serão realizadas.


Conclusão: Background Check como Vantagem Competitiva

Verificação de antecedentes não é burocracia — é proteção estratégica. Em um cenário onde 63% das empresas brasileiras sofrem fraudes anualmente e onde uma única contratação errada pode custar milhões, o background check bem feito é diferencial competitivo.

As empresas que levam verificação a sério:

  • Contratam melhor — menos turnover, menos problemas trabalhistas
  • Protegem sua reputação — evitam associação com pessoas ou empresas problemáticas
  • Reduzem fraudes — colaboradores e fornecedores passam por filtro
  • Demonstram governança — compliance robusto atrai investidores e parceiros

O desafio está em fazer isso de forma eficiente, escalável e em conformidade com a lei. Verificações manuais funcionam para pequenas operações, mas empresas em crescimento precisam de tecnologia.

Plataformas como o Sherlocker combinam automação com inteligência investigativa, transformando o que seria um processo de dias em verificações precisas em minutos — sem abrir mão da profundidade que decisões críticas exigem.

Sua empresa está protegida? Conheça como o Sherlocker pode fortalecer seu processo de verificação.

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Escrito por

Bruno Fraga

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